sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

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2013: Destaques de um ano em grande.


Chegámos ao fim de mais um ano, e que Ano! Tanto os geeks, interessados, ou simplesmente conhecedores da matéria não o podem negar, 2013 foi um ano de inovações que trouxe ao público todo um novo mundo por explorar.

1. Uma nova Era.



Andando um pouco para trás, até Outubro de 2012 o Samsung Galaxy S3 era considerado o "Top Dog". E realmente era, na altura um CPU Quad core (A9) num telemóvel foi algo fora do comum, acompanhado de um bom GPU, ... mas rapidamente chegamos ao Outono. É lançado o Nexus 4 e por dentro escondia um presentinho.
Não só era barato como foi dos primeiros smartphones a terem um dos novos CPU's da Qualcomm com uma arquitectura chamada de Krait (para que conste, não é bem o mesmo que A15) com o Adreno 320 a fazer a função de GPU. Basicamente é uma máquina! (e como se não bastasse... até tem um aspecto premium)



E qual é a importância?

2. Criação de um standard.

O Nexus 4, um dispositivo tão barato mas tão bom fez com que as OEM's (Original Equipment Manufacturers) trabalhassem árduo este ano. O resultado foi positivo:


Primeiro apareceu em Fevereiro um dos melhores telemóveis deste ano, o HTC One. Foi um tiro no escuro para a HTC, esta que não é propriamente a empresa em melhor estado financeiro neste ramo, mas valeu a pena terem tentado. Tiveram um bom sucesso por darem ouvidos ao que o consumidor queria, a saber, boas especificações e no geral, boa qualidade na construção.

Em Abril a Samsung lançou o Galaxy S4, mais um telemóvel da linha "Galaxy" que pretende destruir tanto a competição Android como a Apple. E sairam-se muito bem com um equipamento com especificações muito boas. O mesmo CPU que no HTC One, o Snapdragon 600 (apesar de estar a uma frequência mais alta), ecrã Full HD, muito boa camera, etc...
A Samsung errou em certo aspectos, como no uso de plástico, e também a coluna "abafada" quando pousado numa mesa... para além do seu preço exorbitante!



No Verão temos o primeiro passo da #Motorola desde que a #Google a adquiriu. A consequência dessa fusão/parceria foi o Moto X. Um telemóvel que veio para mostrar que a "guerra dos números" é inútil, e que chegámos ao momento em que a maioria não precisa de um processador topo de gama. A Motorola abordou esse assunto e lançou este equipamento em que se baseia fortemente no Google Now e nos seus comandos de voz.


Temos a chinesa Oppo que usou o SoC (System On Chip) Snapdragon 600 da Qualcomm na sua última criação, o Oppo N1 (vale a pena ver umas "reviews" online, principalmente da versão Cyanogenmod) que pode ser considerado um competitor ao Galaxy Note 3. Mas a máquina bem oleada ($$) de marketing da Samsung dá frutos e só se fala do seu Note. Em seguida temos os Sony o Xperia Z1 e Xperia Ultra, LG G2 todos com Snapdragon 800 tal como o Samsung Galaxy Note 3.



Finalmente o lançamento do Nexus 5 colocou a fasquia muito alta para o ano 2014 ao marcar como novo "standard" o SoC Snapdragon 800, ecrã de 5" Full HD, câmera com sistema OIS (Optical Image Stabilization), entre outros.


E para contrariar, mesmo no final do ano temos o Moto G. Não segue de todo o - elevado - padrão criado há pouco pelo Nexus 5, contudo o seu preço é tão baixo que tornou se o "gadget" sensação do momento com uma das melhores relações qualidade/preço/performance.

3. Mais capacidades, mais exigências...



O Android é um sistema operativo conhecido por não ser o mais leve mas mesmo assim não é necessário estas bombas de processadores para usá-lo. Praticamente só se vai usar as capacidades destes últimos quando jogar um dos novos "hits" da Google Play Store ou se decidir ser extremamente produtivo com o telemóvel (exemplo: pop-up video + pop-up internet + a jogar Angry Birds + a fazer o rendering de um panorama).

Tudo isto para referir que o preço do Nexus 4 (assim como o Nexus 7 2013) fez com que as especificações topo-de-gama fossem acessíveis a todos (incluindo "app developers") dando mais possibilidade de haver novas e melhores aplicações disponíveis.

A "guerra dos números" levou a que a cada lançamento de um destes equipamentos citados anteriormente, tivessem mais capacidade de processamento que o outro - de certa maneira -, o que fez com que este ano pudéssemos assistir à estreia de novos jogos, cada um mais "pesado" e mais detalhado graficamente que o anterior.

4. Android, o OS do momento.


Desde 2012 com o Android 4.0 ICS que a Google demonstrou que tinha em mãos um sistema operativo com classe, funcional, útil e capaz... em poucas palavras, já estava a chegar aos calcanhares do iOS da Apple.

A partir deste momento a evolução foi exponencial, entrando em 2013 com a versão 4.2 Jelly Bean. Esta trazia uma variedade de novas funcionalidades como os widgets no ecrã de bloqueio, os quicksettings,multi-users em tablets, miracast (wireless display)... assim como um monte de optimizações e correcções de bugs.

Tinhamos em mãos um OS (Operating System) repleto de funcionalidades mas longe de ser perfeito. Para festejar o Verão a Google lança a actualização OTA (Over The Air) para a versão 4.3 - ainda Jelly Bean. Basicamente é a versão 4.2 mais refinada e muito mais rápida. Era raro haver bugs - pelo menos no Nexus 4 - e perfeita para jogar com suporte de OpenGL 3.0.

Chegados a Novembro, temos o lançamento da nova "fera" do mercado, o Nexus 5. Com ele trouxe o Android 4.4 kitkat que apesar de se manter na versão 4.x teve direito a um novo nome: KitKat - resultado de uma parceria da Google com a Nestlé. Esta nova versão chega com um novo UI (User Interface), várias funcionalidades extra ao longo da plataforma (exemplo: Immersive mode) e o ART runtime (Android RunTime) para substituir o Dalvik (opção disponível em developer options).

5. A Google também falha!

A Google este ano apesar de ter lançado 3 versões de OS novas e todos aqueles Google Edition devices, não esteve a 100 %.

O primeiro erro foi ao lançarem a versão 4.3, o Nexus 4 e o Nexus 7 não tinham exactamente o mesmo build number (JWR vs JSS). Veio-se a verificar que havia diferença entre eles e que o build que corria no Nexus 7 era "melhor" (JSS). Os entusiastas decidiram então compilar a sua versão 4.3 para o Nexus 4 mas baseado em JSS. Havia problemas na parte gráfica, o ecrã bloqueava,... uma confusão! E para quem gosta de manter o Nexus 4 com stock (android puro) sentia-se deixado para trás com uma versão "não tão optimizada".

Mais tarde quando saiu a versão 4.4 e durante quase um dia inteiro os links (no site Google developers) para fazer o download das factory images estavam incorrectos e não davam a lado nenhum. 

Estes são os momentos que, na nossa opinião, marcaram o mundo Android em 2013. Qual é o que destacam como acontecimento do ano? Esquecemo-nos de alguma coisa? Queremos saber a vossa opinião nos comentários em baixo!

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