segunda-feira, 31 de março de 2014

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Antevisão Oppo Find 7: Candidato a melhor phablet android de 2014?

A chinesa Oppo trouxe-nos no início de 2013 o Find 5, o primeiro smartphone com ecrã full HD. Em Setembro de 2013 surpreendeu com o N1, um grande phablet de 5.9 polegadas com uma única câmara rotativa de 13MP e um touchpad na parte de trás. Chegamos a Março de 2014 e é anunciado o Oppo Find 7, a provar que a Oppo continua na vanguarda da inovação. O que esperar deste phablet?

Porquê um phablet?

Num mercado onde a oferta de smartphones de 5 polegadas ou menos está saturada, o mercado dos phablets (smartphones normalmente acima das 5.5 polegadas, que podem ser vistos como mini-tablets) tem vindo a emergir desde 2013, sendo a Samsung ainda a raínha com o aclamado Galaxy Note 3, de 5.7 polegadas. Neste ramo vimos surgir bastantes concorrentes num curto espaço de tempo, cada um tentando inovar à sua maneira, como o gigante subaquático Sony Xperia Z Ultra, o HTC One Max com o seu leitor de impressões digitais na parte traseira ou o curvilíneo LG G flex. A própria Oppo inovou ao lançar o grande Oppo N1 de 5.9 polegadas, com uma única câmara de 13MP que pode ser usada como câmara frontal ou traseira, através de um mecanismo rotativo, bem como um touchpad na parte traseira para um controlo facilitado. No entanto, o Oppo N1 representou uma abordagem ousada e quase conceptual, não sendo um competidor directo com grandes sucessos de vendas como o Note 3, o (mais pequeno) LG G2 ou mesmo o anunciado Xiaomi Redmi Note, o 5.5 polegadas "true octa-core" da gigante chinesa. É aqui, no reino do Note 3, que o Find 7 pretende agitar as águas, não através de conceitos novos e arriscados, mas através da incorporação do último grito em tecnologia numa máquina de fazer cair queixos.


Aspecto

Com cerca de 15 cm de altura, 7.5 cm de largura e 9 mm de espessura, o Oppo Find 7 será ligeiramente mais alto que o Note 3, mas menos largo. Apesar de continuar sofrer do problema que é a sensação "grande-demais-para-um-telefone", é uma aposta intermédia e não tão ridícula como falar ao telefone com um Xperia Z Ultra ou semelhante.

Oppo Find 7 junto ao Samsung Galaxy Note 3

A qualidade de construção e rigidez é imagem de marca da Oppo, e a estrutura de titânio e alumínio fará com que este smartphone seja duro de roer. O ecrã IPS de 5.5 polegadas será protegido pelo mais avançado Gorilla Glass 3 e foi pensado para ser possível tocar no ecrã com luvas, bem como com as mãos molhadas, duas situações que são bem comuns e que trazem muitas frustrações a utilizadores de smartphones.



Para quem liga à estética existirão duas opções de cores, branco e preto, sendo a parte da frente sempre preta. Há também imagens de uma versão com a traseira em fibra de carbono. Os botões de volume ficam do lado direito e o power button do lado esquerdo (um pouco ao contrário do que é costume) mas a traseira fica completamente livre de botões e é possível abrir para remover a bateria. A câmara de 13MP ficará colocada ao centro em cima e na parte de baixo uma coluna traseira que emite som estéreo. A falta de colunas estéreo frontais é para alguns a única coisa que impede o Find 7 de ser o smartphone perfeito, mas, como em tudo, é preciso fazer cedências. Na parte de baixo a Oppo optou por 3 botões capacitivos, uma escolha que tem caído em desuso com o aparecimento dos botões de navegação no próprio ecrã. Debaixo destes botões, aparecendo como um fantasma por trás da moldura de metal, uma fina luz de notificação, chamada Skyline, percorre quase toda a parte inferior do smartphone, mas sem ser de todo invasiva.



Em termos de software, o Find 7 virá com a última versão do ColorOS, o sistema operativo da Oppo baseado em Android 4.3 Jelly Bean. Este sistema é conhecido por recorrer a gestos com o dispositivo e desenho de padrões no ecrã para fazer coisas como lançar apps, desbloquear o ecrã ou ligar a lanterna. Ainda não se sabe quando a Oppo irá actualizar o seu sistema operativo para a mais recente versão Android, o 4.4 KitKat.

Duas versões

Desta vez a Oppo resolveu apresentar dois modelos do Find 7. O modelo mais barato, desenhado para satisfazer as carteiras menos abastadas é o Find 7a, que virá equipado com um ecrã full HD com resolução de 403 ppi, o novo Qualcomm Snapdragon 801 (quad-core) na versão 2.3 GHz, 2 Gb de RAM, 16 Gb de memória interna expansível com os mais recentes cartões microSD de 128 Gb e uma bateria de 2800 mAh.

Já a estrela da companhia, chamado apenas Oppo Find 7, será o primeiro smartphone com ecrã 2K, a que a Oppo chama "QuadHD", com uns espantosos 538 ppi de resolução. Para suportar este ecrã terá o mais poderoso Snapdragon 801 a 2.5 GHz, 3 Gb de RAM e uma bateria de 3000 mAh. Para além disso terá também 32 Gb de memória interna (com o mesmo suporte para cartões microSD).

Ambas as versões terão a mais recente GPU Adreno 330, uma câmara frontal de 5 MP e uma câmara traseira de 13 MP.

Carregamento ultra-rápido

Uma das características mais apregoadas pela Oppo é a tecnologia de carregamento rápido, que permite que uma bateria descarregada seja carregada até 75% da capacidade em apenas 30 minutos, o que é surpreendente para uma bateria de 3000 mAh.

A câmara

Outra das características de que o Find 7 se pode gabar é a sua câmara de 13 MP com sensor CMOS da Sony. Esta câmara terá uma abertura de f2.0, o que permitirá boas fotografias em condições de fraca luminosidade. Este facto aliado à possibilidade de longas exposições até 30 segundos levarão com certeza a fotografias nocturnas de fazer inveja a muitas câmaras compactas. Outra das aliciantes para os amantes da fotografia é a gravação das imagens em formato RAW, sem qualquer pós-processamento ou compressão.


Um dos feitos mais falados é a possibilidade de tirar fotografias de 50 MP (sim, leram bem). No entanto, ao contrário do Nokia Lumia 1020 que tem um sensor de 41MP, o Find 7 apenas pode contar com 13MP, por isso terá de recorrer a "batota". Parece que vão ser fotografias compostas por 10 fotografias, que são tiradas sequencialmente apenas com um disparo. Depois as imagens são processadas e fundidas numa única foto que nos vai ocupar bastante espaço no cartão SD, mas que permite imprimir posters de grande formato para agrafar na parede. Ainda ninguém percebeu muito bem como isto funciona, mas é como se fosse um modo panorâmico sem ser preciso mexer tanto a câmara.

Com esta câmara será possível também gravar filmes em resolução 4K (2160p) a 30 fotogramas por segundo, o que dá jeito para quem estiver a pensar comprar uma TV 4K e quiser ter alguma coisa para ver. Se quisermos gravar vídeo a 1080p podemos fazê-lo a 60 fotogramas por segundo, ganhando fluidez e, se quisermos filmar a 720p temos acesso a gravação a 120 fotogramas por segundo, o que permite ver os nossos amigos a cair em câmara lenta com uma fluidez espantosa.

Preço



Com todas estas especificações, não se pode esperar uma pechincha, e o facto é que este não será um smartphone para todos os bolsos. De qualquer forma, para quem está habituado a pagar pelo último flagship da Samsung, o Find 7 trará mais capacidades pelo mesmo dinheiro. Nos EUA o Find 7a custará $499 e o Find 7 uns respeitosos $599. É o preço de ter um topo de gama dos topos de gama.



Espera-se que o Find 7 esteja disponível para compra no site da Oppo para o mercado internacional já em Maio deste ano. Alguém está a pensar investir num bicho destes? Ficariam satisfeitos com um Find 7a, ou o upgrade para o Find 7 é obrigatório?


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